“Mas sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas” Rosa dos ventos_Chico Buarque de Holanda.
Depois de ouvir Rosa dos ventos vamos sem sono brincar com esta palavra da Chica de hoje aqui: sementesdiarias.blogspot
1- Meu
Deus não tem sono, estou protegido.
2- Sono
dos justos para uma vida feliz.
3- Que fazer quando o sono não chega?
4- Perder sono para viver de romantismo Vale?
5- Bom é respeitar
a necessidade de sono.
6- Contava
carneirinhos, mas o sono criava lobinhos.
7- Perdia noites de sono,
internet causou separação.
8- Quando vem sono, nem toga se
respeita.
9- Dinheiro sujo roubou sono
de muitos políticos.
Dicas para quem sofre com insonia:
1-
Identifique a
fonte da preocupação. dissecar o que lhe preocupa.
2-
Levante da
cama: só vá para a camas quando sentir o sono
mesmo.
4-
Mude a hora de
ir para a cama: mude a hora de ir para a cama.
5-
Se nada
funcionar, ocupe o cérebro: tente ler um livro
(“livros escolares são ótimos para isso”, tomar chá, ouvir música ou
meditar um pouco. Qualquer que seja a sua escolha, só não pegue o smartphone ou
o laptop, avisa ele. Esses
aparelhos vão te deixar ainda mais acordado.
E para não dizer que não falei de poesia...
O Sono
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
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